domingo, 11 de julho de 2010

O que são príons e qual sua relação com a doença da vaca louca?





Príons são proteínas alteradas, que se comportam como agentes infecciosos, sendo responsáveis por doenças em seres humanos e em outros mamíferos. São consideradas partículas subvirais (estruturas menores do que os vírus, com capacidade infectante). Estão relacionadas a elas doenças como scrapie, em ovelhas e cabras, e a síndrome de Creutzfeldt-Jakob, nos humanos, que provoca distúrbios degenerativos do sistema nervoso central. Essas formas alteradas de proteínas resultam de proteínas normais, produzidas a partir de um gene presente no cérebro. Quando as proteínas alteradas surgem (por uma razão desconhecida), elas influenciam as proteínas normais, fazendo-as mudar sua conformação. Isso vai acontecendo gradualmente, até que seja acumulada uma quantidade de proteína alterada capaz de causar efeito tóxico. Em seres humanos, os príons também são responsáveis pelo kuru, que ocorre apenas em Papua-Nova Guiné, sendo provavelmente relacionado à prática do canibalismo. O que vem chamando a atenção para os príons ultimamente é sua provável relação com a doença da vaca louca e sua provável transmissão pela ingestão de animais contaminados. Os animais doentes apresentam degeneração do sistema nervoso semelhante ao scrapie que ocorre em ovelhas e cabras. A contaminação do gado foi relacionada ao consumo de ração derivada de outros animais, provavelmente cabras ou ovelhas contaminadas. Daí a suspeita de que o homem poderia contrair a doença pelo consumo de carne bovina proveniente de animais doentes. O que reforçou ainda mais essa hipótese foi o fato de se observar que o kuru era contraído nas tribos canibais, que se alimentavam, provavelmente, de outros indivíduos contaminados pela doença, principalmente pelo cérebro de suas vítimas (onde se concentram as moléculas alteradas). Em todas essas doenças citadas (chamadas genericamente de encefalopatias espongiformes) observam-se lacunas no tecido nervoso do cérebro, que fica parecido com uma esponja. Os animais doentes não conseguem ficar em pé e sentem uma coceira tão intensa que os faz arrancarem os pêlos (daí a denominação da vaca louca). No caso dos seres humanos, observa-se perda de coordenação, seguida de demência. O que se procura atualmente é comprovar a relação entre a ingestão de carne contaminada e as encefalopatias humanas. Com relação às partes do animal contaminado que seriam causadoras da doença, acredita-se que apenas o cérebro e órgãos relacionados ao sistema nervoso central seriam potencialmente contaminantes, enquanto a musculatura não ofereceria risco. Como forma de prevenir a doença, rebanhos inteiros foram eliminados e a ração de origem animal não é mais utilizada como alimento para o gado.

sábado, 10 de julho de 2010

Zodíaco

Em noites bem escuras, como as de Lua nova, podemos observar no céu centenas de estrelas. Se o céu estiver bem limpo, observar todos aqueles “pontinhos” brilhando torna-se algo fascinante.
A quantidade de estrelas observadas da Terra é tão grande que astrônomos, desde a Antiguidade, dividem as estrelas em grupos para facilitar a observação. Esses grupos são chamados de constelações, que para muitos astrônomos formam imagens de pessoas, animais ou objetos.

Uma das constelações mais conhecidas no hemisfério sul é o Cruzeiro do Sul.
As constelações zodiacais são grupos de estrelas situadas em uma linha imaginária, compreendida entre dois paralelos de latitude celeste: um 8º ao norte e outro 8º ao sul da Eclíptica.

Eclíptica é o circulo máximo da esfera celeste, que representa a trajetória aparente do Sol ao redor da Terra. Esse movimento aparente do Sol é uma consequência do movimento de translação da Terra ao redor do Sol.

O Sol em seu movimento aparente anual ao redor da Terra atravessa 13 constelações zodiacais: Peixes, Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Ophiuchus, Sagitário, Capricórnio e Aquário.


Mapa das constelações Zodiacais


A tabela a seguir representa a passagem do Sol na órbita da eclíptica, atravessando as constelações zodiacais.

01-Capricórnio
De 20 de jan a 16 de fev
28 dias
02-Aquário
De 17 de fev a 11 de mar
23 dias
03-Peixes
De 12 de mar a 18 de abr
38 dias
04-Áries
De 19 de abr a 13 de mai
25 dias
05-Touro
De 14 de mai a 21 de jun
39 dias
06-Gêmeos
De 22 de jun a 20 de jul
29 dias
07-Câncer
De 21 de jul a 10 de ago
21 dias
08-Leão
De 11 de ago a 16 de set
37 dias
09-Virgem
De 17 de set a 30 de out
44 dias
10-Libra
De 31 de out a 22 de nov
23 dias
11-Escorpião
De 23 de nov a 29 de nov
7 dias
12-Ophiuchus (serpentário)
De 30 de nov a 17 de dez
18 dias
13-Sagitário
De 18 de dez a 19 de jan
33 dias
Em destaque na tabela temos a constelação de Vigem e de Escorpião, que são percorridas pelo Sol durante 44 dias e 07 dias respectivamente.
Outras 24 constelações também estão localizadas na faixa zodiacal, algumas totalmente inseridas e outras parcialmente.
Algumas religiões acreditam que essas constelações têm influência na vida humana, e são capazes de prever o futuro das pessoas.

O que podemos afirmar, de fato, é que essas constelações são de grande importância para a localização de estrelas para estudos astronômicos, e a possível localização de sistemas planetários como o nosso.

(Kleber Cavalcante-Graduado em Física, Equipe Brasil Escola)

Teoria do Caos


A teoria estabelece que uma pequena mudança ocorrida no início de um evento qualquer pode ter conseqüências desconhecidas no futuro. Isto é, se você realizar uma ação nesse exato momento, essa terá um resultado amanhã, embora desconhecido. O meteorologista norte-americano Edward Lorenz descobriu, no início da década de 1960, que acontecimentos simples tinham um comportamento tão desordenado quanto à vida. Ele chegou a essa conclusão após testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar.

Em busca de uma resposta Lorenz teclou um dos números que alimentavam os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, na expectativa de que o resultado tivesse poucas mudanças. No entanto, a pequena alteração transformou completamente o padrão das massas de ar. Segundo ele seria como se o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas. Fundamentado em seus estudos, ele formulou equações que demonstravam o “efeito borboleta”. Origina-se assim a Teoria do Caos. Alguns cientistas concluíram também que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do número de vezes que o olho pisca até a cotação da Bolsa de Valores. Para reforçar essa teoria, na década de 1970 o matemático polonês Benoit Mandelbrot notou que as equações de Lorenz coincidiram com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais (figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do colo, etc.). A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que a Teoria do Caos está na essência de tudo, dando forma ao universo.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

Os Cinturões de Van Allen


A magnetosfera é um região situada além de aproximadamente 200 quilômetros de altitude, e na qual o movimento de partículas carregadas é governado fundamentalmente pelo campo magnético da Terra. Em altitudes inferiores, onde a densidade da atmosfera é muito maior, o movimento dessas partículas é controlado sobretudo por colisões.
A magnetosfera situada no lado frontal ao Sol estende-se além da superfície da Terra aproximadamente 57000 km, ou cerca de 10 raios da Terra. Do lado oposto ao Sol, a magnetosfera se estende provavelmente por centenas de raios da Terra (Veja a figura acima). A forma alongada resulta da influência do vento solar, ou do plasma solar, consistindo principalmente de prótons e elétrons emitidos pelo Sol, e que comprime grandemente a magnetosfera, do lado mais próximo do Sol.
Em 1958 descobriram-se imensas regiões de radiação dentro da magnetosfera. Essas regiões, agora conhecidas como cinturão de radiação Van Allen, contém prótons e elétrons energéticos presos pelo campo magnético da Terra.
Quando esses intensos cinturões de radiação foram descobertos, os cientistas ficaram apreensivos quanto às sérias ameaças que poderiam oferecer às viagens espaciais. Atualmente, sabe-se que os astronautas que se dirigem para o espaço exterior podem passar rapidamente por essas regiões com proteção adequada contra a radiação Van Allen.
O cinturão de Van Allen é composto de duas faixas, das quais a interior se situa entre 2200 e 5000 quilômetros, e a exterior entre 13000 e 55000 quilômetros da superfície da Terra.
(Texto adaptado de: Física Moderna, John E. Williams, Editora Renes)